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segunda-feira, 22 de outubro de 2012
A Arte da vida saudável e da salvação
A palestra “A Arte Mahikari, os
Princípios Divinos e suas influências”, com Nelson Teruya Dojotyo, dirigente da
Sukyo Mahikari em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, atraiu mais de 40 pessoas à
Associação Comercial e Empresarial de Corumbá, sábado, 20 de outubro. Nela, o
palestrante explicou a origem da Arte Mahikari, seus fundamentos, os princípios
divinos, a prática e seus efeitos. Nesta palestra, Teruya Dojotyo nos mostra que, crendo ou não na força de Deus, sendo católico, evangélico,
budista ou islâmico, não importa, os Princípios Divinos são iguais para todos, assim como os
fenômenos da natureza como o pôr do sol, os dias, as noites e as estações. Os
Princípios Divinos fazem parte da intensa vibração cósmica do universo, e a
Arte Mahikari nos ensina como segui-los, interpretá-los e agregá-los ao dia a dia, para tornar a nossa
vida saudável e próspera, digna e bela. Pratico a Arte Mahikari há 28 anos e como dirigente de uma subsede em
Corumbá (rua 13 de Junho, 1380, fone 8131-6689), fui um dos organizadores desse memorável e histórico encontro que abriu cinco vagas a corumbaenses e ladarenses para o Seminário Básico
marcado para final de novembro em Campo Grande. Além de tudo, Mahikari é a arte
da salvação, por meio da imposição da mão. Se você já pensou em salvar alguém, aproveite essa oportunidade e também seja um integrante.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
As 97 primaveras de Alicio
No mês de aniversário de Ladário, que completou 234 anos de fundação em 2 de setembro, o ladarense Alicio Peçanha tem direito a uma comemoração pessoal. No dia 22 de setembro, exatamente quando se abrem as portas da Primavera de 2012, ele faz 97 anos. Ex-motorista e ex-minerador da antiga siderurgia de Ladário, ele hoje é um dos exemplos de vida longa e saudável, já bem perto de chegar ao seu centenário de nascimento. É um dos presidentes de honra da Associação dos Aposentados, Pensionistas e Pessoas Idosas de Ladário (AAPPIL), da qual já foi presidente, e integra os grupos Conviver e De Bem com a Vida. “Trabalho não mata ninguém; eu trabalhava doze horas seguidas na usina de ferro gusa”, acentua Alicio. Lúcido, falante, caminhando de um lado para outro com o apoio de sua bengala, Alicio só não se arrisca mais nos passos de dança de salão. “Gostava de dançar e jogar futebol, mas hoje as dores do joelho direito não deixam e, como tudo é jogo, me satisfaço com o dominó e o jogo de damas”, conta. Alicio nasceu em Ladário em 1915, e do casamento com Ovilda Conceição nasceram oito filhos, dos quais sete mulheres, e 26 netos. Acompanhou o crescimento da cidade e seu salto populacional, dos 5 mil até chegar aos 20 mil de hoje. “A mineração e a Marinha continuam fazendo parte do nosso desenvolvimento”, constata. Nos grupos Conviver e De Bem com a Vida, mantidos pela Prefeitura, ele nutre suas amizades, conta e ouve velhas históricas de Ladário, o que em parte ajuda a afastar a saudade da esposa, que faleceu no ano passado, após 70 anos de casamento. “Tenho a sensação que ela está bem ao meu lado quando vou sair de casa; até parece que me diz: não quer ajuda pra abrir a porta?”, revela, olhos marejados em direção ao horizonte.
domingo, 9 de setembro de 2012
A fanfarra faz amigos
Se você, professora, tiver um aluno
problema no canto da sala, com notas baixas e comportamento arredio, convide-o
para tocar na fanfarra. É uma atitude inteligente para a solução. A fanfarra
integra, socializa, humaniza, faz com que o estudante se sinta parte do grupo,
útil e importante. Se antes as fanfarras se limitavam a seguir em ritmo das
marchas militares, hoje possuem corpo musical e coreografia, dançam no ritmo de
Michael Jackson, do Olodum, do Afro reggae. No começo dos anos 70, quando troquei
o Grupo Escolar de Ladário para iniciar o ensino médio na Escola Estadual Maria
Leite de Corumbá, me senti um estranho no ninho. Mas aquela terrível sensação
de isolamento repentinamente acabou assim que Alexandrino dos Santos, o Mala, convidou-me
para ingressar na fanfarra do Maria Leite. Ganhei uma nova família, passei a me
sentir em casa e chorei quando tive de abrir mão deste mundo encantado para
fazer jornalismo em São Paulo. Hoje sou testemunha de que fanfarra é uma porta
aberta para a inclusão social, a arte, a cultura e a vida. É um prazer ver em
ação uma fanfarra como a Pérola do Pantanal (na foto), que integra toda a comunidade
estudantil de Ladário e, como um coração de mãe, sempre acolhe mais um. Torço
para que o Festival de Fanfarras promovido neste 7 de Setembro em Ladário seja
a semente para muitos outros festivais. E para que um lugar na fanfarra não
seja reservado apenas como prêmio aos que se destacam em salas de aula, mas
principalmente aos estranhos no ninho. Afinal, a fanfarra faz amigos.Que o diga Alexandrino, que se tornou o chargista Malah. Meu amigo Malah.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
‘Minha Ladário’ na TV Morena
A repórter Rafaela Potter, o cinegrafista Tirone Roriz e o assistente Nilmar Augusto Terena produzem e assinam o especial “Minha Ladário”, que vai ao ar pela TV Morena (afiliada da Rede Globo) na semana do aniversário de 234 anos da Pérola do Pantanal. É uma série de casos e curiosidades contados por ladarenses que voltaram a viver na cidade depois de longos anos de ausência ou por aqueles que vieram de longe e a escolheram para viver. Entre os focalizados está este blogueiro que deixou a terra aos 16 anos para viver 30 anos em São Paulo e, como bom filho, recebeu a benção de voltar para casa em 2007. No Assentamento 72, Rafaela, Tirone e Terena mostram a outra face de Ladário, a agricultura familiar, a vida de quem vive no campo, acorda antes do sol raiar para produzir e colher o alimento que chega à nossa mesa, e agora também reforça a merenda escolar da Rede Municipal de Ensino. Vale a pena conferir o especial da equipe global, de fato um bom presente para todos nós, aniversariantes deste 2 de setembro de 2012.
domingo, 12 de agosto de 2012
Projeto Fred: símbolo da esperança
Entre o céu e o inferno. É assim que passa a viver um jovem dependente de droga. Por isso, uma palavra, uma mão amiga, um ombro companheiro são detalhes decisivos para sua recuperação. Especialistas em viciados em entorpecentes afirmam que jamais devemos abandoná-los. Sempre haverá uma esperança, por mais que digam que não existe cura. Muitos casos, como o de Fred, viram exemplos de vida, de persistência e até de programas sociais. O Projeto Fred surgiu em 1998 na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Minas Gerais, onde durante dez anos esteve detido Fred, o irmão de Andréa Ambrósio. Ele era dependente de drogas e foi preso acusado de participar de um assalto. Como apoio ao irmão no momento mais difícil da vida dele, Andréa desenvolveu no presídio as aulas de tapeçaria, que acabaram se transformando em terapia ocupacional e geração de renda para Fred e muitos dos companheiros de detenção. “O resultado do projeto me ensinou que, nessa vida, nunca devemos abandonar uma pessoa querida; julgá-la e expulsá-la do nosso convívio não é o caminho”, afirma Andréa (na foto, ao lado de uma peça de artesanato produzida por uma ladarense). O Projeto Fred atende em média 890 trabalhadores por ano e já beneficiou 24 mil famílias desde sua criação. Após a conclusão do curso, os trabalhos ficam em exposição para comercialização. O curso acaba de formar 20 artesãs em Ladário pelo programa Geração de Renda, da Secretaria de Assistência Social e Cidadania de Ladário, e continua sendo aplicado até hoje nas celas da Penitenciária Nelson Hungria.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Se caráter custa caro, pago o preço
Em palestra
sobre os 22 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no Espaço Sociocultural
(Cine Ladário), o juiz da Infância e Juventude de Campo Grande, dr. Roberto
Ferreira Filho, defendeu a persistência, a verdade e a honestidade como
principais armas de combate à exploração sexual e violência contra crianças e
adolescentes. E como mensagem final citou um poema do escritor português Sidónio
Muralha, aquele mesmo que se exilou no Paraná durante o salazarismo em
Portugal. Diz o poeta: "Parar. Parar não paro. Esquecer não esqueço.Se caráter custa caro, pago o preço. Pago embora seja raro. Mas homem não tem avesso; e o peso da pedra eu comparo, à força do arremesso. Um rio, só se for claro. Correr sim, mas sem
tropeço. Mas se tropeçar não paro não paro nem mereço.
E que ninguém me dê amparo; nem me pergunte se padeço. Não sou nem serei avaro;
se caráter custa caro, pago o preço”. A palestra
do juiz Roberto (que pode ser conferida, na integra, no site ladario.ms.gov.br)
foi o ponto alto do movimento ECA+22, que ainda teve em Ladário uma passeata
pela avenida 14 de Março e um Culto de Ação de Graças no Espaço Sociocultural.
Fica claro que a população ladarense fez sua escolha e não está disposta a
parar de lutar por uma sociedade do bem, com garantia de liberdade, paz e
segurança para suas famílias. Parar não paro. Esquecer não esqueço.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
LadáRio+20: Carta do Futuro

Fosse
a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável realizada em
minha cidade, chamaríamos de LADÁRIO+20. Distantes, mas no coração do Pantanal,
a maior planície alagável do mundo, Ladário, de 20 mil habitantes, sente-se bem
mais perto da natureza do que muitos outros povos urbanos. Por isso os
moradores estão conscientes de que devem preservar e conservar esse fantástico
bioma, reserva natural para as futuras gerações. Nesta semana de início das
negociações da Rio+20, Ladário recebeu a visita da Cia Teatro Maria Mole, que
tem a direção da atriz Bianca Machado e os atores Will Oniser, Carol Gomes e
Carlos Serrat. Eles apresentaram na Escola Municipal Marquês de Tamandaré, no
bairro Nova Aliança, a peça “Carta do
Futuro”, ação cultural que tem o patrocínio da Vale Mineradora. A peça trata da
preservação do meio ambiente e traça um paralelo entre a Eco 92 e a Rio+20. Engraçada,
mas com final comovente, quando um dos atores lê parte do discurso da estudante
canadense Severn Suzuki, de 12 anos, que emocionou a humanidade e passou a ser
conhecida como Carta do Futuro, lida na Eco-92, “Estou aqui para falar em nome
das gerações que estão por vir. Estou aqui para defender as crianças que passam
fome pelo mundo e cujos apelos não são ouvidos. Estou aqui para falar em nome
das incontáveis espécies de animais que estão morrendo em todo o planeta,
porque já não têm mais aonde ir. Não podemos mais permanecer ignorados",
disse a canadense, há 20 anos. Hoje com 33 anos, Severn Suzuki continua
ativista pelo ambiente e educação. Dirige a Fundação David Suzuki, criada por
seu pai no Canadá para alertar sobre questões ambientais, como o aquecimento
global. Ela também é palestrante e em 2010 foi a personagem central do
documentário "Severn, a voz de nossas crianças", dirigido por
Jean-Paul Jaud.
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