sábado, 31 de dezembro de 2016

APA Baía Negra, o legado de Ladário à natureza

Baía Negra, santuário ecológico no Pantanal de Ladário-MS
A APA Baía Negra é um divisor de águas na administração do meio ambiente em Ladário, cidade de 22 mil habitantes no Pantanal de Mato Grosso do Sul, a 420 km da Capital. A importância da criação da Área de Preservação Ambiental no espaço da antiga estrada da Codrasa é tanta que o prefeito José Antonio e sua equipe acreditam que a história do município ganhou um perfil ambientalista a partir de sua instituição, em 2010. “Ladário passou a ser conhecida como a Ladário da APA Baía Negra, e começou a chamar muito mais a atenção de pesquisadores e ambientalistas de todo o País”, analisa o prefeito. “E no futuro, temos certeza, essa área será um destino turístico de relevância e uma vasta fonte de recursos para o município”, prevê.
E uma das peças chaves das ações implementadas na APA Baia Negra é a bióloga Ligia Teixeira, mestre em Estudos Fronteiriços pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), onde se graduou, e ex-professora de Ciências da Escola Municipal João Baptista. Ela ainda lecionava quando a Prefeitura, em 2009, estava em busca de uma bióloga para atender as demandas ambientais da Secretaria de Obras e Serviço Públicos. Foi cedida pela Secretaria de Educação e, em 2010, nomeada gerente de Meio Ambiente. “Fiz um trabalho de formiguinha, busquei me informar e capacitar na Fundação de Meio Ambiente de Corumbá e no primeiro ano fizemos juntos a Semana do Meio Ambiente”, lembra Ligia.
Neste ano, com as mudanças provocadas pelas eleições, Ligia Teixeira assumiu o cargo de diretora presidente da Fundação de Meio Ambiente de Ladário e assim concluiu os oito anos de mandato da administração de José Antonio. Ela acaba de tomar posse no cargo de bióloga gestora de atividades organizacionais, agora como efetiva. E vai assessorar a nova diretora presidente da Fundação, a bióloga Andréa Victorio, também funcionária efetiva da Prefeitura.
Bióloga Lígia Teixeira ajudou a instalar a APA
Ligia Teixeira considera a APA Baia Negra o maior legado deixado pela Fundação de Meio Ambiente às novas gerações. Ela foi uma das primeiras pessoas a chegar de barco na baía Negra, após atravessar pelos estreitos canais, ziguezagueando, rompendo os camalotes da baia do Arrozal. Isso ocorreu durante uma expedição neste ano organizado pela Fundação, com participação de diretores e técnicos da Embrapa Pantanal, Ibama, Agraer e outras entidades ligadas ao Meio Ambiente. “É um percurso de seiscentos metros entre a baia do Arrozal e baia Negra, quando o rio está mais cheio,e os barcos entram zingando pelos canais”, conta. “É uma região belíssima, que vale a pena ser visitada para pesquisa, contemplação, e que ainda vai significar muitas reservas para o turismo”, diz.

A APA Baia Negra é um programa em construção e deve crescer muito mais, segundo Ligia Teixeira. Está previsto a instalação de um píer dentro da baia do Arrozal para facilitar a imersão de pesquisadores e turistas. Caiaques e stand-ups devem ser disponibilizados para turistas, que terão as visitas monitoradas pelos próprios moradores, que serão funcionários capacitados pela Fundação de Meio Ambiente. “No mesmo espaço, está previsto a criação de um receptivo para turistas e ao lado uma torre de 30 metros, como temos na Estrada Parque, onde pesquisadores e visitantes poderão fazer suas observações e fotografar animais do Pantanal”, destaca a bióloga.

Ex-pousada agora é sede do Conselho Gestor
Canais são cercados por camalotes em área paradisíaca
Outra mudança favorável à APA Baía Negra foi a reintegração de posse da antiga Pousada Vitória Régia, cujo imóvel estava instalado irregularmente em área da União. O órgão responsável por essa fiscalização é o SPU (Serviço de Patrimônio da União). Agora quem administra a pousada é o Conselho Gestor da APA Baia Negra, que tem como presidente Ligia Teixeira e conta com moradores como representantes. Na sede da ex-pousada são promovidas ações como corrida rústica, ciclismo, Moto Cross, dentro da semana de aniversário da APA Baia Negra, com apoio do Exército, que cede barracas, e da Marinha e do Corpo de Bombeiros. Neste ano o Ibama ofereceu um barco de passeio para que estudantes da rede municipal. “Na baia Negra, as árvores ficam infestadas de macaquinhos, os bugios”, conta a bióloga.

Município cede área para Aterro Sanitário
Outros avanços são o Plano Municipal de Resíduos Sólidos e o Plano Municipal de Saneamento Básico, que acabam de ser aprovados pela Câmara e foram repassados à nova administração. Também existe um termo assinado com Corumbá em que Ladário entra como consorciada na construção do Aterro Sanitário, que será responsável pelo armazenamento sustentável e reciclagem de todo o lixo descartado pelas duas cidades, quase 200 toneladas diárias. A área de construção do aterro fica em território de Ladário, na zona rural, imediações do Lampiao Aceso, e já conta com uma pré-licença ambiental do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). Todos os recursos para a construção do aterro intermunicipal serão destinados pelo Ministério do Meio Ambiente. 




sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Banda Ministério Betel e o Natal dos enfermos

O violonista Rodrigo, o sanfoneiro Claiton e as vocalistas Luana, Quezia e Valeska costumam percorrer os leitos dos enfermos do Hospital de Caridade, na Santa Casa de Corumbá, pelo menos uma vez por mês. Eles formam a Banda Ministério Betel Casa de Deus e criaram o Projeto Música nos Leitos, com a proposta de levar a música de louvor com mensagens cristãs, palavras e gestos de amor e carinho para os acamados. E nesta véspera de Natal não podia ser diferente. Acompanhei-os na visita da manhã esta sexta-feira, 23 de dezembro, e constatei o quanto é importante esta atitude de solidariedade, que recebe como resposta imediata os largos sorrisos das crianças, jovens e idosos adoentados, no momento em que o grupo “invade” os quartos e derrama sobre aqueles pacientes canções de amor e esperança. Compartilham o pensamento do grande aniversariante deste final de semana natalino, Jesus Cristo. Duas crianças, Tiago e Tarcis, este em um traje vermelho de Homem Aranha, apoiavam o grupo e distribuíam pequenos panetones aos pacientes. “Eles fazem com que as pessoas não se sintam sozinhas”, afirmava dona Deise Campos, em visita ao hospital. “Quebram a monotonia, amenizam as dores, trazem alegria”, definia a psicóloga Eva Mateus, coordenadora do setor de Humanização da Santa Casa. 
O importante é que a Banda Ministério Betel voltará mais vezes durante todo o ano de 2017 e enquanto durar o projeto. Especializado em música gospel pop e sertaneja, o grupo prepara o lançamento do seu primeiro CD. A mistura do violão de Rodrigo e a sanfona de Claiton, com a vibração afinada das garotas vocalistas, resultam num efeito diferenciado e de muito bom gosto à banda corumbaense.

domingo, 13 de novembro de 2016

No Quebra-torto com Letras, os segredos de poetas e letristas

No Moinho Cultural, poetas contam lições de vida para o público
Nesta mormacenta manhã de domingo, debaixo de pingos quentes de chuva, aqui nas barrancas do rio Paraguai, na sede do Instituto Moinho Cultural, em Corumbá, o segundo dia do Quebra-torto com Letras do Festival América do Sul começa com um toque do hit de Frejat: “Por você, eu dançaria tango no teto/Eu limparia os trilhos do metrô/Eu iria a pé do Rio a Salvador/Eu aceitaria a vida como ela é/Viajaria a prazo pro inferno/Eu tomaria banho gelado no inverno/Por você eu deixaria de beber/Por você eu ficaria rico num mês/Eu dormiria de meia pra virar burguês”. Ora, mas aí vocês podem perguntar o que tem a ver Frejat com o Quebra-torto com Letras. Bem, quem conta a história é o próprio autor do poema, um dos convidados da mesa redonda, Mauro Santa Cecília, carioca de 54 anos. Ele escreveu essa poesia inspirada em uma vizinha de quem estava apaixonado e queria conquistar, e a mostrou para Frejat, seu amigo desde os tempos de colégio, que resolveu transformá-la em letra de música. “Por você” explodiu nas paradas, pela banda Barão Vermelho, e mudou a vida de Mauro Santa Cecília, que virou letrista e passou a viver de direitos autorais. Esse é apenas um dos segredos da poesia, que pode, sim, render uma grande música. Mais uma vez, os poetas conseguem mostrar  ao público o potencial transformador da literatura. 
Emmanuel, de macacão: 'operário das palavras'
No mesmo caso se enquadra outro escritor convidado, Emmanuel Marinho, poeta e ator douradense, que produz e vende CDs com suas poesias musicalizadas. Quase tudo o que compõe vira música, e ele já gravou dois CDs, Teré e Encantares. Mas ele também é conhecido por ser uma voz de protesto na sociedade com poemas como “Etanol” e autor de performances como o “Poeta Palhaço”, “Porã” e “O Encantador de Palavras”. Usa macacão por considerar-se um “operário da palavra”. Outra contribuição veio do escritor e jornalista paulista Bruno Molinero, repórter da Folha de S.Paulo, ganhador do Prêmio Guavira de Literatura com o livro do poemas “Alarido”. E o que faz Bruno de tão extraordinário, podem perguntar? Ora, ele apenas transforma em linguagem poética os perfis das pessoas que entrevista em suas reportagens, quase sempre figuras invisíveis da periferia paulistana. Mauro, Emmanuel e Bruno comprovam que, por meio da literatura, podemos realizar sonhos e projetos considerados impossíveis. Porque a poesia é como nossa própria vida. "Por você, eu mudaria até o meu nome/eu viveria em greve de fome/desejaria todo dia a mesma mulher". Querem saber o final da história, não é: Mauro não conquistou a vizinha, mas a poesia dele conquistou o País.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

PEC é um processo de desmonte do Brasil

Auditório Salomão Baruki recebeu Aula Pública sobre a PEC
Dom Martinez, bispo diocesano de Corumbá, destacou a posição da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) na Aula Pública sobre a PEC dos Gastos, também conhecida como PEC 241, nesta segunda, 07 de novembro, no Anfiteatro Salomão Baruki, no Campus Pantanal da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Corumbá. O evento foi organizado pelo Sindicato dos Docentes Universitários (ADUFMS) e UFMS. “A PEC é injusta e seletiva, ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres”, diz a CNBB. Foram muitas as definições dadas à PEC durante o encontro: PEC da Morte, PEC Veneno, PEC do desmonte do Brasil. A mesa de debates, bem diversificada, contou com sindicalistas, professores, universitários e um estudante secundarista, Luigi Amarilio, aluno do Sesi. 
Professores, estudantes e sindicalistas debateram efeito da PEC
A professora da UFMS, Elisa Freitas, doutora em Geografia Humana pela USP, coordenou os trabalhos e se referiu ao momento como “um processo de desmonte do Brasil”. Romeu Viana, professor de química do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), citou uma frase: “entre o remédio e o veneno a diferença é o tamanho da dose”. Esta é a PEC Veneno. Neste dia 11 de novembro, uma passeata pelas ruas centrais de Corumbá marca a manifestação contra a proposta que está no Senado para votação com o nome de PEC 55. “A PEC afronta a Constituição Cidadã de 1988”, acrescenta a CNBB.


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Simpósio discute homossexualidade no cinema e na literatura

Simpósio reune universitários no Anfiteatro Salomão Baruki
O Simpósio Internacional Nexos Teoria Crítica e Pesquisa Interdisciplinar Centro-Oeste: Gênero e Sexualidades, Cultura e Educação, promovido pela UFMS Campus Pantanal, com coordenação da professora Isabela Ferreira, em parceria com o Sesc, traz a Corumbá renomados professores e doutores especialistas para três dias de debates e  lançamentos de livros, no Anfiteatro Salomão Baruki. Na abertura, nesta sexta, 28 de outubro, o tema “A homossexualidade no cinema e na literatura” foi abordado com a exibição do filme nacional “Hoje eu quero voltar sozinho”, de Daniel Ribeiro. Focaliza dois estudantes adolescentes, um deles cego, que se beijam e se descobrem em um relacionamento afetivo homossexual. Os debates reuniram os professores Tiago Duque (UFMS), Ravel Paz (UEMS) e Júlio Galharte (UFMS). Ravel Paz lançou seu livro “Os meninos da colina”.

sábado, 8 de outubro de 2016

Concurso de redação aborda direitos sexuais das crianças

Professor José Ângelo Motti proferiu palestra no Moinho Cultural
Há filmes como “Confiar” (drama, EUA, 2010), que reproduz um caso de pedofilia que resulta em abuso sexual contra uma garota de 14 anos, seduzida por um adulto via internet. Há relatos da vida real que tornam esse contexto ainda mais ameaçador para pais que se sacrificam em educar e garantir uma vida saudável e digna a suas crianças, mas que se deparam com a violência de um desconhecido ou alguém da propria familia. Entre os educadores responsáveis e conscientes, há um esforço coletivo para fazer com que crianças, adolescentes e jovens valorizem a autoestima, a proteção e o controle total sobre seus corpos, o sentido do pertencimento que os torna capazes de detectar e impedir a invasão de privacidade. Contudo, com o advento da internet e a exposição desenfreada da vida íntima nas redes sociais, isso se tornou impraticável. A situação está praticamente fora de controle. E mais: crescem os números de gravidez precoces, gestantes de dez, doze anos, e casos de prostituição entre menores. Por isso, resta aos educadores alertar, conscientizar e fazer valer o direito ao pertencimento, à liberdade, à privacidade, enfim, aos direitos humanos. Quem conhece a si mesmo torna-se mais bem preparado para lidar com o mundo desconhecido. Programas como o Proteger é Preciso vieram para somar às lutas de centenas de instituições idôneas que buscam fazer valer os direitos de crianças e adolescentes. Neste dia 6 de outubro, quase 500 pessoas, entre estudantes, funcionários, colaboradores e autoridades participaram do lançamento do Concurso de Redação do Programa Proteger é Preciso, na sede do Moinho Cultural, no Porto Geral. O tema do concurso é “Direitos Sexuais são Direitos Humanos”.  As inscrições estão abertas e o concurso vai premiar os ganhadores – alunos e professores da rede pública de ensino de Corumbá e Ladário - com notebooks e tablets. O concurso corresponde a uma das etapas do Programa Proteger é Preciso, executado pelo Moinho em parceria com a Vale e Fundação Vale, como forma de desenvolver ações integradas de prevenção e combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. A vice-prefeita Márcia Rolon, fundadora do Moinho, revelou que números do censo IBGE dando conta que vivem hoje em Corumbá 12.567 crianças e adolescentes dos 12 aos 17 anos. E que o programa já atendeu 2.825 deles. O gerente de Circulação e Operações do Centro-Oeste da Vale Mineradora, Antônio Sérgio da Silva Mello, destacou a parceira com o Moinho e a amplitude do programa, que se alinha aos objetivos comuns ao promover a valorização e a proteção da vida de seres humanos. Palestra sobre o tema foi proferida pelo professor José Ângelo Motti, coordenador da Escola de Conselhos da UFMS e um dos idealizadores do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

domingo, 2 de outubro de 2016

Ladarense é o novo prefeito de Bandeirantes. Vitória ‘milagrosa’

Álvaro Urt durante a campanha para prefeito em Bandeirantes
Santo de casa não faz milagre, reza o ditado popular. Embora o candidato ladarense a prefeito de Ladário, Roberto Guimarães (PT), e seu parceiro, Diácono Victor Urt, usassem como bandeira o lema “Filhos de Ladário, gente deste chão”, os eleitores responderam com discretos 422 votos. A vitória foi do candidato Carlos Anibal Ruso (PSDB), com 4281 votos, 50% dos 8546 votos válidos. A isso muito se deve a queda em parafuso do PT em nível nacional e a ascensão do PSDB, partido mais votado no País nestas eleições. Não se inclui neste cenário um fenômeno chamado Eduardo Suplicy, vereador mais votado do Brasil, com mais de 300 mil votos. E pelo PT. 
Mas, convenhamos, o santo de casa que, de fato, fez milagre nestas eleições em Mato Grosso do Sul estava a quilômetros de distância, com nome, sobrenome e certidão de nascimento ladarenses: Álvaro Urt. Ele foi eleito prefeito da cidade de Bandeirantes com uma vitória por apenas 35 votos de vantagem sobre seu maior concorrente, Márcio Faustino, que tentava a reeleição. O ladarense de 63 anos, produtor agropecuário, contabilizou 1539 votos contra 1504 do seu rival. Este sim, um "milagre" que seus familiares, amigos e eleitores creditam à sua luta incansável durante a campanha e às bênçãos de Nossa Senhora Aparecida, padroeira de Bandeirantes. Polo agropecuário ao lado da BR-163 e em torno de Camapuã, Rochedo, Jaraguari e Corguinho, a próspera Bandeirantes fica a 70 km de Campo Grande, conta com menos de 7 mil habitantes, IDH alto, de 0,73,e vai completar em novembro 53 anos de fundação. 
Márcio, Marta e Álvaro Urt (em pe),
Maria e Varito (abaixo) em Campinas, 1977
Ainda adolescente, Álvaro e sua família deixaram Ladário ao lado da família para uma nova vida em Sumaré, na grande Campinas, e ao voltar formado a Mato Grosso do Sul seguiu o caminho da política e da pecuária. Pertence a um dos ramos da família Urt, que aportou de navio em Ladário há 103 anos, vinda de Jerusalém, na Palestina, trazendo os irmãos Isaac, Jamil, Abdo e Isaías. Filho de Maria e Varito Urt, neto de Margarida e Isaac Urt, ele também brincou nas ruas de terra da 14 de Março, onde nasceu e cresceu, ao lado dos irmãos Márcio, hoje pecuarista em Campo Grande, e da irmã Marta, que se casou e foi morar nos Estados Unidos. Dos EUA e outros tantos pontos onde existam parentes e admiradores de Álvaro agora chegam, via facebook, centenas de saudações ao único ladarense eleito nas disputas para prefeito em Mato Grosso do Sul. Pela coligação União, Respeito e Trabalho (DEM, PMN, PEN), Álvaro apresentou um plano de governo que pretende transformar Bandeirantes em uma das principais cidades do Estado em qualidade de vida e desenvolvimento sócio-econômico.