O desastre ambiental do rio Taquari, há quatro décadas, arruinou a vida
de centenas de pantaneiros, mas não fosse por isso a menina Márcia Raquel Rolon
não teria se mudado com a família para a cidade. Na bagagem, trouxe seus
sonhos. Em Corumbá, iniciou os primeiros passos na dança na academia dirigida
pela mãe, a bailarina Sônia Ruas. Formou-se em Educação Física na UFMS e criou
Escola de Artes Moinho Cultural, projeto arrojado que no começo reunia 180
crianças e adolescentes, moradores dos bairros pobres da região portuária
corumbaense e das cidades bolivianas da fronteira. Hoje com quase 400 alunos, o
Instituto Moinho Cultural Sul-Americano traduz grande parte dos sonhos da
ex-bailarina pantaneira, como centro de formação na dança, na música, na
tecnologia e na cidadania. E após dez anos de atividades, tornou-se referência
cultural de Mato Grosso do Sul, integrando a rede do programa Criança
Esperança. Em 2010 Márcia Rolon ganhou reconhecimento nacional ao tornar-se
finalista do Prêmio Empreendedor Social, da Folha de S.Paulo, e dois anos
depois elegeu-se vice-prefeita de Corumbá, cargo agregado com o de
diretora-presidente da Fundação de Cultura. O avanço de Corumbá como polo
cultural, porém, não contenta Márcia. “Não basta ter o Moinho, o melhor
Carnaval, o Banho do São João, se não houver integração com os outros
municípios”, afirma. “Nosso Estado é diferenciado, é único, e precisa
fortalecer sua cultura, entrelaçar suas rotas culturais”. Leia a entrevista
completa na edição do jornal O Estado no link https://oestadoms.websiteseguro.com/flip/20-12-2014/20.pdf
e no canal Reportagens deste blog.
domingo, 21 de dezembro de 2014
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Mulheres: de Atenas a Corumbá
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Matanza e Filho dos Livres agitam madrugada do Casario Rock
Em turnê por Mato Grosso do Sul, a banda Matanza chegou nas terras pantaneiras para a alegria dos fãs do Country-Hardcore.Em um show de uma hora e meia, o vocalista Jimmy foi a estrela da noite, muito bem assessorado pela guitarra rápida de Maurício Nogueira, e pela cozinha composta pelo baixista China e o baterista Jonas. A banda misturou antigos sucessos desde “Santa Madre Cassino” com as mais recentes do disco “Thunder Dope”, ainda inserindo seus populares covers do heavy metal mundial, chegando ao ápice com “Wrathchild” dos deuses do heavy metal britânico Iron Maiden, que levou o público para uma roda punk que só se desfez quando os cariocas deixaram o palco. Embora divertidas, as rodas punks são perigosas e a segurança do local ficou um tanto quanto carente, com alguns fãs chegando a subir em cima do palco sem intervenção.. De todo modo, o feeling “rock'n'roll” foi o que não faltou no Casario Rock, e o Matanza deixou aquela sensação de dever cumprido com a plateia visivelmente estupefata por tanta energia. Para concluir a noite vieram as outras bandas mais novas no cenário musical: os jovens do Asaf e do Osmailow com seus covers e rock alternativo, Eternal Destruction em um trash metal underground naquela face mais old do metal, e os bolivianos Los Salmones, com um indie rock divertido, que fecharam bem a noite memorável no Moinho Cultural. O evento, a cada ano mais maduro, demonstrou que investir em estilos além dos populares pelas bandas se tornou um negócio promissor em Corumbá, que aguarda para 2015 uma dose tão ardente como a de sábado, com uma certeza: Matanza é garantia de ressaca e torcicolo na manhã seguinte. Leia mais no canal Reportagens deste blog. E na edição eletrônica do jornal O Estado você confere outros detalhes no link: https://oestadoms.websiteseguro.com/flip/09-09-2014/22.pdf
domingo, 31 de agosto de 2014
Delinha, tango e rasqueado em Corumbá

http://www.youtube.com/watch?v=KAZ9eY7_ckU
domingo, 24 de agosto de 2014
Agosto da Dama da Viola

domingo, 29 de junho de 2014
Sob as bênçãos de São Pedro

http://www.oestadoms-flip-page.com.br/flip/30-06-2014/22.pdf
quinta-feira, 26 de junho de 2014
100 anos do Centro Espírita de Ladário

quinta-feira, 15 de maio de 2014
Quando a vida começa aos 60

PS.: tenho três filhos, todos bem encaminhados, mas nenhum neto.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Erasmo, o Rei e a Democracia

terça-feira, 18 de março de 2014
Federalizar a Educação é a saída!
Das
dez melhores escolas de Mato Grosso do Sul segundo os resultados obtidos por
seus alunos no Enem 2012, nove são particulares e apenas uma da rede pública,
mas federal: o Colégio Militar de Campo Grande. São nove da Capital e apenas
uma do interior. Fica claro que as escolas da rede pública estaduais e
municipais não tem vez no sistema de educação num Pais em que ainda impera a
desigualdade educacional e no qual a educação é fortemente influenciada pelas
necessidades capitalistas. Quem pode mais, tem mais acesso ao ensino. O sistema
de cotas é um mero paliatipo criado pelo governo federal para encobrir sua
falha. Mas até quando isso vai perdurar? Quando teremos a revolução da
educação? Depois da Copa do Mundo, na qual serão gastos R$ 35 bilhões na
construção dos estádios? Ou depois da Olimpíada de 2016? Enquanto se espera uma
saída, nossas crianças continuam silenciadas pelo analfabetismo. Os recentes
números divulgados pelo Ministério da Educação na audiência pública da Comissão
de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) indicam um fracasso no
sistema educacional: o Brasil conta com 3,5 milhões de jovens com 15 anos, dos
quais 32 mil são analfabetos e, dentre eles, 10 mil passaram pela escola e
mesmo assim saíram sem saber ler e escrever. Mas em vez de ficarmos anos após
anos jorrando rios de lágrimas em cima das estatísticas vergonhosas da
educação, temos a obrigação de lançar projetos para tirá-la do fundo do buraco.
No Brasil, aprendemos que tudo o que é federal é bom, tem qualidade e
competência. Municípios e Estados aprendem a buscar recursos em Brasília para
cobrir seus rombos. O governo Federal está sempre à disposição para salvar
bancos e banqueiros, o agronegócio e pecuaristas, economias e empresários falidos e agora
optou por investir mundos e fundos em estádios de futebol. Poucas cabeças decidindo por muitos. É hora então de
olhar para Educação como um sistema fracassado, dona de oitavo maior índice de
analfabetismo do mundo. É hora de federalizar a Educação brasileira. Urgentemente. Imaginem o Brasil com mais de 150.000 escolas públicas federais e não apenas
com os atuais 451. Imaginem a reconstrução de todas as nossas escolas, modernizadas,
com padrão internacional, tais quais os mais requintados estádios de futebol recém
construídos no País. Imaginem o teto de um professor concursado e graduado da
educação em R$ 9 mil mensais, como propõe o senador e professor da Universidade
de Brasília, Cristovam Buarque, em opinião que você pode ler no canal Artigos deste blog. Educação federal
seria, de verdade, educação para todos. A tese não é nova, é defendida por
algumas pessoas conscientes e responsáveis do País, mas precisa ser abraçada por quem tem poder de decisão e verdadeiramente vê nos olhos da criança o futuro olhar da nação. Chega de
passar vergonha!
terça-feira, 11 de março de 2014
Amazônia, catástrofe anunciada
O cenário é desolador. Brasileiros da Amazônia e
bolivianos de Beni vivem uma tragédia anunciada. No momento em que planeta
clama por sustentabilidade, o modelo de capitalismo tresloucado está fazendo
com que o Ibama dê licenças ambientais para a construção de usinas
hidrelétricas em regiões onde o impacto contra a natureza e o homem é
líquido e certo, como uma sentença de morte. A construção e funcionamento das
usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Estado de Rondônia, provocou
a maior cheia do rio Madeira nos últimos 50 anos, com conseqüências desastrosas
para brasileiros e o país vizinho. São mais de 60 cidadãos mortos na Bolívia,
que conta 55 mil desabrigados em 111 municípios afetados, e perdeu mais de 100
mil cabeças de gado. O rio Madeira, com 18,85 metros em Porto Velho,
ultrapassou o recorde de 17,51 metros registrados em 1997. São mais de 1200
famílias desalojadas só na região de Porto Velho, em Rondônia. Agora é tarde,
mas o Ministério Público Federal (MPF) abriu processo civil para a suspensão da
operação das duas usinas, em conjunto com MPE, OAB e Defensoria Pública da
União e de Rondônia. E pede ao Ibama que casse imediatamente as licenças –
tarde demais – até que novos estudos sobre os impactos das barragens sejam feitos. O MPF cita as empresas Energia
Sustentável do Brasil (Usinas Jirau) e a Santo Antônio Energia (Usina Santo
Antônio) pelo dano moral coletivo, estimado em R$ 100 milhões, e pede
indenização. O dinheiro será revertido para as vítimas das enchentes e reconstrução
das casas, de acordo com o processo. Ou seja, o MPF busca agora corrigir mais
uma grande trapalhada ambiental proporcionada por um governo que pensa no
avanço econômico sem medir os impactos ambientais e humanitários. E desta vez,
com reflexos no país vizinho. De acordo com o governo da Bolívia, desde 2006
processos são abertos contra a construção das usinas hidrelétricas na Amazônia,
com base em estudos de que, por menor que fosse o represamento nos
reservatórios, a vazão do rio Madeira seria afetada no período chuvoso. Com
muita propriedade, o antropólogo brasileiro Eduardo Viveiros de Castro compara as ambições
desenvolvimentistas do atual governo à megalomania da ditadura com seu
ideário de "Brasil Grande". O comitê das Nações Unidas pede doações
para socorrer os desabrigados. Você já viu algum posto de arrecadação de roupas
e alimentos? É lamentável o tratamento superficial e quase indiferente dado à Bolívia pelo Jornal Nacional e outros veículos de comunicação de massa se comparados às catástrofes que ocorrem na Europa e Estados
Unidos.
quarta-feira, 5 de março de 2014
Maria Quitéria é Multishow
Nem só de Carnaval vive Maria Quitéria, a irreverente personagem criada
pelo ator Arce Correa. Após os dias de folia em que protagonizou cenas de humor
ao lado da Corte de Momo nos desfiles de fantasias, blocos e escolas de samba
de Corumbá, a “deusa de MS”, como se autointitula, prepara um salto para a fama nacional. Ela é uma das 23 selecionadas para concorrer ao Prêmio
Multishow de Humor 2014 no Rio de Janeiro, para onde embarca no final do mês. O programa da TV por assinatura estréia em abril. Arce é o único
representante do Centro-Oeste e concorre com candidatos do Rio de Janeiro, São
Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia, Ceará e Pernambuco. Vai participar
dos testes e concorrer a um prêmio de R$ 25 mil. Para cada
ocasião, uma fantasia: ao se despedir da passarela do samba, terça-feira
de Carnaval, Maria Quitéria se vestia como Cleópatra, a rainha do Egito. Formado em artes cênicas, Arce, de 35 anos, levou Maria Quitéria pelo
sétimo ano consecutivo ao Carnaval de Corumbá. Caiu nas graças dos foliões
corumbaenses e visitantes, e já está incorporada como integrante da Corte de
Momo. Sua função vai muito além de um comediante. Rei e rainhas aprenderam com
o ator “como se comportar” em público durante dois dias da capacitação sobre
consciência e preparo corporal com o ator, mestre em humor e simpatia. Leia mais na edição no caderno de Arte e Lazer do jornal O Estado no link http://www.oestadoms.com.br/flip/06-03-2014/p20b.pdf.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Céu, suor e Cibalena
Quando sai da avenida General Rondon,
por volta da 1h da madrugada deste sábado, 1º de março, percebi que o céu estrelado, como há muito não
se via neste chuvoso mês de fevereiro, havia abençoado o desfile do Cibalena, o
maior bloco de sujo do Carnaval de Corumbá. Acompanhei o desfile ao lado do
amigo Euclides Moreira Fernandes, assessor de comunicação da Câmara, e colhi
algumas imagens entre os mais de 20 mil rostos que invadiram a
avenida com fantasias irreverentes, atrevidas e debochadas – como reza a tradição formada pelos fundadores do Cibalena. O bloco foi criado há 36
anos por um grupo de amigos que se reunia para beber em um bar da rua Ladário com a Cuiabá, e quando pediam uma cibalena, o dono do bar já sabia que se tratava de uma dose de
cachaça misturada com cinzano ou algo assim, dependendo do freguês. O bloco foi
crescendo, crescendo até se transformar neste fenômeno chamado Cibalena, uma
confraternização que desce a avenida todas as sextas-feiras de Carnaval – os homens de saia, batons, perucas loiras e salto alto, ao lado de meninas de bigode. Foram tantas as transformações que
demorei alguns segundos para reconhecer que a Musa Cibalena 2014, vencedora do
concurso que todo ano se realiza na carroceria de um caminhão, tratava-se do discretíssimo professor
Messias Siqueira, de 70 anos. Na noite das estrelas, Messias foi Carmem Miranda, de verde e amarelo da cabeça aos pés, em homenagem à Copa do Mundo. Carmem, cantora portuguesa radicada no Brasil, reinou nos programas de auditório das rádios cariocas nos anos 50 e foi a primeira a levar a imagem pop cultural do Brasil ao Exterior.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Sebastião Salgado, 70 anos

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Caçadores de Bons Exemplos
Quando encerrarem a etapa sul-mato-grossense da expedição,
os Caçadores de Bons Exemplos terão catalogados mais de 900 projetos sociais,
percorrido mais de 185 mil quilômetros e visitado mais de 500 cidades
brasileiras. E no final de 2014 terão passado por todos os Estados do País. Os
mineiros Iara e Eduardo caçam bons exemplos, mas recusam indicações oficiais.
Para chegar até eles, ouvem pessoas nas ruas, perguntam se conhecem alguma
pessoa ou instituição que busca trocar a maldade do mundo pela boa ação. Chegam
de surpresa. Não aceitam dinheiro, recusam patrocínio, não têm vinculo político
nem religioso. Iara chora toda vez que fala dos
projetos, das ações que mudaram a vida das pessoas, dos exemplos de fé e
coragem que encontram pelas cidades do País. Ao seu lado, Eduardo é o
sustentáculo, o homem que dirige a caminhonete, que ouve e filma todos os
movimentos. Eles estão na estrada desde janeiro de 2011 para uma viagem de
cinco anos. Em 2015 pretendem vender a caminhonete Toyota, o único bem que
restou, e iniciar a última etapa da jornada, no Exterior. “Aí vamos só comas
mochilas nas costas”, contam. Encontrei-os sexta-feira, 31 de janeiro, no
Instituto Moinho Cultural, onde conheceram o projeto que completa 10 anos e seus
fundadores Márcia Rolon e Ângelo Rabelo, cujas histórias se confundem com as de
Iara e Eduardo. O Moinho hoje beneficia 360 crianças e promove a inclusão
social, tornando-se o símbolo de bom exemplo de Corumbá que repercute em toda a
America Latina. Como os “caçadores” vivem correndo, tínhamos apenas cinco
minutos para conversar, mas a reportagem se estendeu por quase uma hora. E mais
uma vez, a emoção levou Iara às lágrimas. Leia mais no canal Reportagens deste
blog. Para ver a reportagem no jornal O Estado acesse http://www.oestadoms.com.br/flip/03-02-2014/p12b.pdf.
E para ver o vídeo: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UBptkd0zLn4.
Foto: Agência Navepress.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Bodas de Ouro em Corumbá
Dos versos sacros de “Nossa Senhora
do Pantanal”, que compôs em parceria com Aurélio Miranda, às marchinhas
irreverentes como “Cururu Feio” ou samba-enredos campeões nas passarelas, Sandro Nemir é dono
de um repertório eclético e consagrado, que marca 50 anos da história da música
regional e dos carnavais de Corumbá. Ficou conhecido na cidade como o “Dono do
Samba”, nem tanto pela mania de batucar nas mesas e cantarolar sempre que vem a
inspiração para compor um verso, mas pela vida inteira dedicada a compor
canções que embalam as maiores festas populares de Corumbá. Para celebrar o
ciclo, ele acaba de gravar o piloto de sua antologia musical no CD “Sandro
Nemir e Parceiros – Melhores Momentos, 50 anos” e busca patrocínio para
lançamento. Neste 25 de janeiro, ele comemorou 71 anos de vida e 50 como
compositor, mas o maior presente, como reconhece, havia ganho em dezembro: o
título de cidadão corumbaense dado pela Câmara. Cuiabano de nascimento e com
raízes libanesas, passou a infância em Ponta Porã, veio com os pais em 1959
para instalar uma padaria em Corumbá. O primeiro caso de amor do jovem na
cidade chamava-se Marilena, a Naná. Ao saber que a moça era fã de Roberto
Carlos, passou a cantarolar músicas e usar as facetas do rei da Jovem Guarda
para iniciar o namoro. Casaram-se, tiveram um casal de filhos e em dezembro de
2013 celebraram as Bodas de Ouro. Poucos casais têm esse privilégio hoje em
dia, não é mesmo?! Visitei Nemir e Naná em uma charmosa vila da rua Delamare, em Corumbá, onde moram, e mais uma vez pude comprovar que a felicidade bate à porta dos mais simples, virtuosos e verdadeiros. Veja o perfil completo de Nemir no canal Reportagens deste
blog. Foto: Agência Navepress.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
O Mestre da Viola de Cocho

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